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Sistema Alto Tietê termina novembro com 64% mais chuva que a média

Em 2014, índice ficou 16,38% menor que a média histórica em novembro. Mês que começou com volume armazenado em 13,7% termina com 15,7%.

O Sistema Alto Tietê termina novembro com pluviometria 64,6% maior do que a média histórica para o mês. O acumulado do mês chegou a 212,2 mm nesta segunda-feira (30). A média histórica de novembro é de 128,9 mm.
Nesta segunda-feira, o volume armazenado subiu de 15,4% para 15,7%. A pluviometria desta segunda é de 9,9 m. Quando novembro começou, o sistema operava com volume armazenado de 13,7%.
No mesmo período do ano passado, a pluviometria acumulada alcançou 108,2 mm. Se comparada com a média histórica de 129,4 mm de novembro de 2014, a pluviometria de novembro em 2014 foi 16,38% menor. Na mesma data de 2014, o volume armazenado era de 5,7%.
Em agosto, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) publicou uma portaria classificando como crítica a situação hidríca na Bacia do Alto Tietê.
Recuperação
O engenheiro e sanitarista José Roberto Kachel disse que o volume do Sistema Alto Tietê chegará a 80% em dois anos e meio, caso o índice de chuvas continue em elevação e atingindo as médias históricas. "Se as vazões continuarem na média da série histórica, em dois anos e meio o sistema chega a 80%", prevê Kachel.
"A situação está bem mais tranquila do que o ano passado. Além do que o Cantareira está melhorando e a simulação dele mostra que até março do ano que vem ele se livrará do volume morto", continuou o engenheiro.
Programa Nascentes
O governador Geraldo Alckmin esteve na Represa de Paraitinga no dia 13 de novembro, em Salesópolis, para o plantio de 110 mil mudas do Programa Nascentes.
Os beneficíos do cultivo, como a maior frequência de chuva e maior consistência das margens dos cursos d'agua, evitando erosões, já poderão ser observados em um ano, segundo o governador. "O benefício é muito rápido. Vi uma aroeira que foi plantada há 70 dias e já está dando frutos. Se voltarmos aqui no ano que vem, já vamos observar uma melhora significativa nas margens da represa", destacou.
Transferência da Billings
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que a interligação dos sistemas Rio Grande e Alto Tietê, principal obra contra a crise hídrica na região metropolitana neste ano, estará operando com 100% da sua capacidade até o fim de novembro. A obra foi inaugurada em setembro mas opera apenas com 25% da capacidade. Alckmin atribuiu à chuva das últimas semanas a dificuldade para concluir a intervenção.
A interligação entre os sistemas Rio Grande, no ABC Paulista, e Alto Tietê, em Suzano, interior do estado, acabou causando alagamentos em Riberão Pires.
Prevista inicialmente para maio, a ligação, por meio de dutos, custou R$ 130 milhões. O projeto prevê que 4 mil litros por segundo sejam transferidos da represa Billings, que está cheia, para a represa Taiaçupeba, seca. Mas apenas 25% dessa vazão está sendo bombeada (1 mil litros por segundo), para evitar novas enchentes.
A redução ocorreu depois que a prefeitura de Ribeirão Pires autuou a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Os tratores tiveram que voltar ao Rio Taiçupeba-Mirim para reforçar as paredes do córrego na região do alagamento. Elas estavam cedendo com a força da água e estão recebendo um muro de pedras.
Chuva em 2015
O mês de outubro terminou sem que as chuvas atingissem a média história. Ao longo do mês choveu 94,5 mm, 82,2% da média histórica de 115 milímetros.

Em setembro choveu o dobro do esperado para o mês no Alto Tietê. Segundo a Sabesp, a pluviometria acumulada foi de 170,2 mm, 108% superior à média histórica. Após 40 dias em queda, o índice dos reservatórios voltou a subir no dia 8. A média histórica foi superada no dia 9 de setembro, quando, em apenas um dia, choveu 57,3 mm. Esta foi a maior chuva do ano.

As chuvas de agosto foram 49% menores do que o esperado. A pluviometria acumulada ficou em 18,6 mm, quando a média histórica é de 36,7 mm.

Julho chegou ao fim com uma pluviometria 16,6% maior do que a média histórica para o mês, segundo os dados da Sabesp. A pluviometria foi de 57,4 mm e a média histórica para o mês era de 49,2 mm.
Em junho choveu menos do que a média histórica. A pluviometria acumulada no mês foi 31,1% menor do que a média histórica, que é de 55,5 mm.
Já entre fevereiro e maio choveu mais do que a média histórica. Antes de junho, o índice foi inferior à média apenas em janeiro, quando a pluviometria foi 58,7% menor do que a média histórica.
O sistema
Desde dezembro de 2013, a água da região é utilizada para abastecer parte dos moradores antes atendidos pelo Cantareira em bairros como Penha, Cangaíba, Vila Formosa, Vila Maria e parte da Mooca.
Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a população atendida pelo sistema saltou de 3,8 milhões de pessoas para 5 milhões. Um ano depois de começar a ser usado como reforço do Cantareira, em dezembro de 2014, o sistema chegou a operar com apenas 4,2% da capacidade. O volume das represas aumentou do início do ano até maio, quando atingiu o pico de 2015 de 23,3% no dia 14. Desde então tem sofrido sucessivas quedas.

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